"Maximum est in republica bonum, conservare concordiam eamque nunquam violari pati" Cícero
( O maior bem de uma república é preservar a concórdia e nunca permitir que ela seja violada)
- Ora viva Compadre, há muito tempo quue não aparecia! Não estou a perceber o título deste "post"?
- Não está a perceber, vou começar por lhe apresentar os factos.
Nas últimas legislativas (18 de maio de 2025) estavam inscritos 10 850 215 votantes. Votaram, apenas, 6 317 949! Abstiveram-se 4 179 462! O partido que nos governa teve 1 971 558 votos; o P.S. 1 442 194 votos; o Chega 1 437 881 (por obra e graça do marafado "método de Hondt" ficou em segundo lugar!?...Nem vou falar dos outros partidos políticos, porque apresentam números residuais...
- Gaita, compadre, não sei onde quer chegar.
- Cuidado, compadre, com as formas verbais, a raposa está escondida com pele de cágado. Primeiro, a comunicação social e as redes sociais trataram de reduzir uma grande parte da população à ignorância das emoções, bloqueando-lhes a racionalidade, votaram, então, nos berradores e na estupidez dos criadores de opinião televisivos! Outros tantos, presos aos interesses dos tachos dos maiores partidos, foram votando ao sabor do crime das sondagens e da impregnação venenosa das redes sociais! Finalmente, gentes sem carácter, que nunca tiveram sucesso na vida política, social ou económica, decidiram de uma forma ilegal aproveitar-se de uma democracia, já muito fraca, e com a ajuda de uma justiça apodrecida, assaltaram o parlamento!
- Justiça apodrecida, compadre?
- Sim, compadre. A Justiça deveria ser a instituição, que com o seu poder independente, porque tem de ser independente, tinha o dever de salvaguardar a Democracia. Mas o que temos? Uma justiça para ricos e outra para pobres! Para estes restam-lhes os defensores oficiosos, ou mal formados em universidades privadas, com cursos dados praticamente por correspondência, ainda mais facilitados pelo criminoso processo de Bolonha! Depois, temos outra Justiça - a justiça (?) do excesso de advogados e escritórios poderosos que dominam a política nacional; a justiça (?) da escolha política do procurador geral da República e do tribunal constitucional?! E é aqui que a urtiga esbardalha a realidade. Tudo é possível, desde a interpretação confusa da Constituição, com assimilações de ignorante semiótca, tornando confusa a simplicidade literal do texto! E, assim, fica aberto o caminho para actos fascistas da democracia e o seu apodrecimento e, para a presença de partidos ilegais na Assembleia da República. Não deveriam ser os pares, que fazem parte da juatiça, a escolherem os seus superiores hierarquicamente?
- Tem razão, compadre. É doloroso ver na casa da democracia discursos de puro ódio, com formas verbais assoberbadas por gritos irracionais, com gestos violentos, de dedos em riste e baba nos cantos da boca, com laivos de má criação e de falta de carácter, que tornaram esta casa num curral detestado por, cada vez mais, um número enorme de Portugueses.
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